Novos modelos de financiamento aquecem as vendas do setor imobiliário


05/10/2016 14:01:02

O ano de 2016 não terminou, no entanto mudanças no financiamento imobiliário do país prometem movimentar o mercado nos próximos quatro meses. A Caixa Econômica Federal vai liberar R$ 54 bilhões para financiamento até o final do ano. E com a redução do número de lançamentos dos últimos anos, o estoque do segmento começa a diminuir. Os lançamentos previstos para 2017 sofrerão reajustes do mercado corroborados às transformações econômicas do país pós-impeachment.

Luis Celso Castegnaro, vice-presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Paraná (CRECI), conta que 80% dos negócios imobiliários são financiados. Por isso é essencial entender qual é o melhor modelo de financiamento para cada perfil de comprador. Para o analista financeiro do Grupo Thá, Taylison Santos conhecer as regras vigentes do mercado imobiliário, como juros, prazos e seguros obrigatórios, possibilitam mais controle nas negociações. E o fator mais positivo do atual cenário é que, com o aumento das ofertas as instituições financeiras, públicas e privadas, estão com taxas mais competitivas no mercado.

A consultora Meyre Higuti, da CRM Assessoria Imobiliária, atua há oito anos no mercado imobiliário e considera esse um excelente momento para aquisição de imóveis. “Com a crise econômica as Incorporadoras estão investindo em campanhas promocionais, e isso contribuiu para a redução do valor do metro quadrado de maneira significativa em todo país”. Para quem tem dinheiro em aplicações financeiras, que não vem apresentando altas significativas no rendimento, retirar esses recursos e aplicar em imóveis é uma excelente oportunidade de negócio. “Os preços estão baixos e em longo prazo é o investimento mais rentável e seguro que existe”, avalia.

O melhor momento para realizar compras de alto valor é durante os períodos de recessão, pois os preços são menores e o consumidor tem a vantagem da negociação.

O empresário José Reinaldo Ceccatto, que investe no mercado imobiliário há mais de sete anos, considera esse segmento o mais vantajoso em relação a outros tipos de aplicações, como ações, por exemplo. “Para investir em ações, ou em outros títulos, é necessário ter tempo para acompanhar e dominar as regras desses modelos de negócio” avalia.

A Fundação Getúlio Vargas publicou o relatório de mês de agosto sobre o Índice de Confiança da construção. A nota total alcançou 72,5 pontos, o maior nível desde julho de 2015. A alta foi de 1,8 pontos, diferente do mesmo período do ano passado que não passou de 0,1. Com o setor reaquecendo, associado aos novos recursos de financiamento, é possível, ainda neste ano, encontrar boas oportunidades de fechar negócio.

Confira os principais modelos de financiamento imobiliário do mercado

Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) - Imóveis (no Paraná) a partir de R$ 650 mil ou para um segundo financiamento

Modalidade de crédito que financia imóveis de alto padrão sem utilizar o FGTS
Utiliza recursos de grandes investidores
A cota de financiamento subiu de 70 para 80%
As taxas de juros não possuem um teto, pois a pratica de condições de mercado são mais livres, porem há limites, pois o código de defesa do consumidor se aplica às instituições financeiras

Sistema Financeiro Habitacional (SFH) – Imóveis (no Paraná) até R$ 650 mil
É o sistema de financiamento imobiliário mais utilizado no país
Usa recursos de poupança ou do FGTS – por ser a primeira habitação do comprador
Financia no máximo 80% do valor do imóvel. Em caso de amortização (SAC*), o limite de financiamento passa a ser 90%

As taxas não podem ultrapassar 12% ao ano

* no sistema SAC o valor das prestações é decrescente, já que os juros diminuem a cada prestação. O valor da amortização é calculada dividindo-se o valor do principal pelo número de períodos de pagamento, ou seja, de parcelas

Sistema Pró-Cotista  - imóveis entre R$ 250 e R$ 500 mil
Ter no mínimo três anos de trabalho sob regime do FGTS, não pode ter imóvel em seu nome na cidade onde mora ou trabalha, nem financiamento no sistema financeiro de habitação. A taxa de juros de 8,5% ao ano, com 10% do valor do financiamento já é possível comprar.

FONTE: g1.globo.com

 

 


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