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Estelionatários estariam usando nomes de imobiliárias


30/06/2021 18:38:04

Um golpe que costuma ser aplicado em regiões litorâneas pode estar sendo adaptado por estelionatários para o interior do Estado. Em Erechim, várias pessoas que buscam alugar casas pelas redes sociais têm relatado o recebimento de mensagens através de aplicativos como WhatsApp, oferecendo o aluguel de imóveis.

Para não chamar atenção, estelionatários se passam por corretores, usam o nome de imobiliárias, fotos e marcas locais. Em alguns momentos chegam até pedir documentos das vítimas, para encaminhar um contrato de locação, que também é falso.

A ação final do golpe ocorre quando os falsários, pedem que seja depositado um valor como seguro do aluguel, conhecido popularmente como “caução”. O depósito ocorre antes mesmo que a pessoa possa ver o imóvel presencialmente, em alguns casos, para convencer a realização do pagamento, os criminosos chegam a marcar pontos de encontro, informando que farão a entregar das chaves dos imóveis. Mas ao receberem a transação financeiras os golpistas desaparecem.

Segundo um levantamento feito pela reportagem do Bom Dia, pelo menos quatro imobiliárias na cidade já foram informadas por vítimas que suas marcas estariam sendo utilizadas pelos golpistas. O prejuízo financeiro causado em cada golpe fica entre R$ 700 e R$ 900 reais.

Trabalho policial

Com medo de sofrerem represarias por parte de estelionatários, além do julgamento social, muitas vítimas preferem não se identificar e não fazem o registro do caso na polícia. O que prejudica a investigações dos golpes, que levam a prisão dos responsáveis pelo golpe.

O delegado titular da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Erechim, Marino Franceschi, destaca a importância de se ter o cuidado redobrado com acordos comerciais realizados por telefone ou na internet. “Há inúmeros golpes sendo aplicados e as pessoa acabam sendo vítimas, por situações variadas. Então primeiramente é preciso ter cuidado com estranhos que entram em contato por telefone ou aplicativos de mensagem. A primeira dica é: se você não conhece a pessoa tome cuidado, procure verificar primeiro com quem você está falando. Existem informações também sobre a criação de sites falsos, perfis fakes, então antes de contratar um serviço é importante que você se certifique com quem você está contratando e falando”, ressalta.

Procure a polícia

Franceschi, também destaca a importância de as vítimas procurarem a polícia e realizarem o registro do crime para o início de uma investigação. “Na internet as pessoas sempre deixam rastros quando praticam golpes. É importante, se você for vítima, reunir todo o material, conversas, fotos, mensagens trocadas, tudo que está registrado em seu computador e celular e levar para a autoridade policial para que se investigue. O fato de você não comunicar as autoridades pode estar alimentando que isso continue”, finaliza.

CRECI

O Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (CRECI) do Rio Grande do Sul, é responsável pelo credenciamento e a fiscalização dos profissionais que atuam na área de compra, vendas e aluguel de imóveis. Mas com o crescimento no número de golpes nos últimos anos a entidade tem trabalhado junto com autoridades policiais para identificar quadrilhas e orientar empresas e clientes para não caírem em golpes.

Segundo a direção os golpes imobiliários até então eram mais comuns em regiões litorâneas. “Os casos de Erechim são os primeiros que tomamos conhecimento, até o momento não recebemos nenhuma denúncia do interior destas práticas. Elas vêm geralmente de cidades do litoral em períodos de veraneios”, destaca o coordenador de fiscalização do CRECI/RS, Cleber da Costa Santos.

Verifique o vendedor

Ele pontua também que as pessoas interessadas em imóveis devem sempre procurar empresas que tenham ligação com a entidade, pois estas seguem um regulamento e são fiscalizadas. “Existem alguns pontos que é preciso atenção, por exemplo, quando estiverem tratando com uma pessoa é preciso desconfiar de valores muito abaixo do mercado, pressa no pagamento do depósito quando for venda ou primeiro aluguel, pois isso pode ser um indicio de que talvez possa haver alguma irregularidade”, finaliza.

O vice-presidente do CRECI, Naor Eduardo da Silva Lagoas, ressalta que é possível confirmar o nome do vendedor e da empresa no site da entidade, www.creci-rs.gov.br, utilizando o CPF ou CPNJ. “Nesta busca a pessoa saberá se este vendedor está ativo ou não. Aí entra outra dica importante da pessoa sempre ir em busca da vinculação física, visitando a imobiliária ou a empresa que o corretor está vinculado presencialmente, pois isso gera maior segurança. Já tivemos alguns casos que os contatos por telefone estavam sendo feitos de dentro de presídios, onde eram feitas essas abordagens em busca das contravenções”, explicou.

 

Fonte: Jornal Bom Dia - EDIÇÃO 4011 - ANO 15 - ERECHIM | RS

Site: https://www.jornalbomdia.com.br/


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